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Sarampo: baixa cobertura vacinal preocupa autoridades de saúde; saiba como se prevenir e sintomas da doença

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O sarampo voltou a preocupar autoridades de saúde do Brasil. No Piauí, os últimos casos foram registrados em 2019, sem histórico de novas contaminações. Contudo, após registros de casos suspeitos em São Paulo, a Vigilância Sanitária de Teresina reforçou o alerta para a vacina, a principal forma de prevenção contra a doença.

De acordo com a médica Amariles Borba, diretora de Vigilância em Saúde da Fundação Municipal da Saúde (FMS), a doença é altamente contagiosa, mas pode ser evitada com a vacinação.

Em 2016, o país chegou a receber o certificado de erradicação da doença, porém o Brasil viveu um novo surto de sarampo em 2019.

“Sabemos que a transmissão da doença é por via respiratória que nem a Covid. O sarampo tem o potencial de contaminação 15 vezes maior que o coronavírus. A pessoa infectada pode deixar o ar contaminado durante duas horas, mesmo não estando mais no local. Portanto só tem uma salvação, chama-se vacina”, explicou a médica.

Ainda de acordo com Amariles, é fundamental cumprir o calendário de vacinação contra o sarampo. O esquema vacinal vigente prevê duas doses da vacina: uma dose da tríplice viral ou SCR (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) aos 12 meses de idade e uma dose da tetra viral ou SCRV (contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela) aos 15 meses de idade.

A cobertura vacinal em Teresina está em 40%. Em 2021, o ano terminou com uma cobertura abaixo de 70%.

A FMS orienta que a pessoa com esquema vacinal incompleto pode procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima e aguardar orientação e marcação para aplicação da dose. É fundamenta a atualização periódica da caderneta de vacinação e que as pessoas fiquem atentas ao calendário de vacinas de sua região.

Fonte: g1 Piaui