Os motoristas e cobradores do sistema de ônibus de Teresina decidiram na sexta-feira (8) que vão manter a greve. De acordo com o sindicato da categoria, o Sintetro, houve negociações com o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut) e com a prefeitura, mas as partes não chegaram a um acordo.
Procurado pelo g1, o Setut informou, por nota, que recebeu o comunicado do Sintetro como “um sinal positivo para reabertura nas negociações”. Contudo, o sindicato das empresas afirmou que a saída da função de cobrador é uma realidade nacional, que Teresina precisa se adequar. Leia a nota na íntegra ao fim da reportagem.
Por nota, o Sintetro afirmou que aceitou uma das propostas do Setut, mas que a negociação esbarrou em um ponto discordante. “Os empresários propuseram 80% dos veículos em condições normais e os demais 20% da frota apenas com motoristas, sem cobradores, fato que culminaria com a demissão de vários profissionais e ainda provocaria uma sobrecarga de trabalho aos motoristas”, diz o comunicado.
Devido a isso, a categoria aprovou, por unanimidade, a continuidade da greve. “Por entender que, após tantos desafios, a classe trabalhadora não pode continuar sendo desrespeitada”, declarou o sindicato em nota.
Nota do Setut:
O Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (SETUT) informa que recebeu a nota do SINTETRO como um sinal positivo para reabertura nas negociações. Porem, a entidade destaca que, a questão da saída da função de cobrador já é uma realidade nacional, e que Teresina precisa se adequar a este novo formato também.
No atual cenário do transporte público, o que tem sido buscado é a redução de custos do transporte para os usuários. As duas capitais vizinhas, São Luís e Fortaleza, por exemplo, já funcionam com mais de 60% e 80% da frota operante sem a necessidade da função de cobrador, pois o sistema de bilhetagem eletrônica foi implantado, para ao longo dos anos, como forma de reduzir mão de obra operante, pois ela, infelizmente, encarece muito o valor da tarifa.
Por fim, o SETUT acredita que em breve se chegará a um bom termo com o Sintetro e somente restará a participação da Prefeitura para a efetiva assinatura de um acordo coletivo, através da sua confirmação e participação nesse acordo. O Sindicato das Empresas aguarda confirmação da gestão municipal para repasse mensal do valor já pleiteado de R$ 1,25 milhões, para a efetiva cobertura dos reajustes do óleo diesel e repasses salariais.
Fonte:g1 Piaui














