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Roubo no Louvre: presos confessam participação na invasão do museu, mas joias da coroa francesa seguem desaparecidas, afirma polícia

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A polícia de Paris informou nesta quarta-feira (29) que os dois homens presos pelo assalto ao Museu do Louvre estão entre os responsáveis por invadir o local. As oito joias da coroa francesa levadas na ação ainda não foram recuperadas, segundo a promotora Laure Beccuau.

De acordo com Beccuau, vestígios de DNA dos suspeitos foram encontrados na cena do crime — um deles em uma das scooters usadas na fuga, e o outro na vitrine de vidro quebrada que guardava as joias. As prisões ocorreram no fim de semana, e os investigados admitiram “participação parcial” no roubo, sem especificar o que isso significa.

O assalto aconteceu em 19 de outubro, em plena luz do dia. Os criminosos usaram um guindaste para alcançar uma janela da Galeria de Apolo, que abriga peças da realeza francesa, e levaram joias avaliadas em 88 milhões de euros (mais de R$ 550 milhões). A ação, que envolveu pelo menos quatro suspeitos, durou cerca de sete minutos.

“As joias ainda não foram recuperadas. Mantenho a esperança de que sejam devolvidas ao Louvre e, de forma mais ampla, à nação. Elas são agora invendáveis — e qualquer tentativa de vendê-las configura crime de receptação”, afirmou Beccuau em coletiva.

Os dois homens serão formalmente acusados de roubo em quadrilha organizada, crime que pode resultar em até 15 anos de prisão. A promotora não descartou o envolvimento de outros participantes, além dos quatro identificados em vídeos que circulam nas redes sociais.

A diretora do Louvre, Laurence des Cars, reconheceu uma “falha grave” na segurança do museu, revelando que as câmeras não cobriam a janela usada na invasão. O museu permaneceu fechado por três dias e reabriu com reforço na vigilância armada.

O roubo causou indignação nacional e levou os ministérios da Cultura e do Interior a realizarem reuniões emergenciais. O ministro da Justiça, Gérald Darmanin, chamou o caso de “deplorável” e afirmou que o episódio “manchou a imagem” da França.

Detalhes do roubo

A invasão ocorreu por volta das 9h30 da manhã, meia hora após a abertura do museu. Dois ladrões escalaram a fachada voltada para o Rio Sena, quebraram vitrines na Galeria de Apolo e fugiram de moto com os comparsas.

Foram levadas nove peças, sendo uma já recuperada — a coroa da imperatriz Eugênia, esposa de Napoleão III, com 1.354 diamantes e 56 esmeraldas.

Entre os itens ainda desaparecidos estão:

Coroa com quase 2 mil diamantes e safiras; Colar da rainha Maria Amélia, com 600 diamantes e oito safiras; Conjunto de colar e brincos da imperatriz Maria Luísa, com 32 esmeraldas e 1.138 diamantes; Broche da imperatriz Eugênia com 2.634 diamantes.

O item mais valioso da coleção, o diamante Regent, de 140 quilates e avaliado em cerca de US$ 60 milhões (R$ 377 milhões), não foi levado.

O museu

O Museu do Louvre, o mais visitado do mundo, abriga mais de 33 mil obras e recebeu 9 milhões de visitantes no último ano, 80% deles estrangeiros.

A joia de sua coleção é a “Mona Lisa”, de Leonardo da Vinci, que atrai cerca de 20 mil visitantes por dia. A pintura já havia sido roubada em 1911, sendo recuperada dois anos depois em Florença.