Há exatamente um ano, em 18 de janeiro de 2021, o Piauí distribuía as primeiras vacinas contra Covid-19 e iniciava a vacinação simbólica de profissionais de saúde idosos. Um ano depois, os profissionais comemoram as evidências de eficácia da vacina e criticam o negacionismo contra a ciência.
No início da vacinação, a primeira pessoa a estender o braço para a vacina contra Covid-19 no Piauí foi o médico obstetra Joaquim Vaz Parente, com 75 anos. O dr. Parente contou ao g1 que desde então tomou outras duas doses da vacina, e se sente “muito bem”.
Em 2021, o Dr. Parente disse ao g1 que via a chegada das vacinas como ‘uma luz no fim do túnel’. Um ano depois, ele reafirmou, com a mesma convicção: “Eu estava absolutamente certo. Se temos novas variantes surgindo hoje, é porque há pessoas que não querem se vacinar”, disse.
“Eu me considero um privilegiado por ter sido o primeiro do Piauí, e entre os primeiros do Brasil. Vi o surgimento da vacina como uma luz no fim do túnel porque só através dela é possível erguer barreiras contra o vírus”, comentou o médico.
A expectativa do médico agora é vacinar três de seus netos, que têm idades entre 5 e 11 anos. A vacinação para crianças começa nesta terça-feira (18) na capital.
“Tenho três netos e estou só aguardando que a vacina comece a ser distribuída para que eles sejam vacinados. Todos os pais desse país devem assumir o compromisso de levar seus filhos para vacinar”, disse.
A médica Amariles Borba, de 77 anos, diretora de Vigilância em Saúde da Fundação Municipal de Saúde de Teresina também foi uma das primeiras pessoas a receber a vacina.
Um ano depois, a médica Amariles contou que tomou as duas doses e o reforço, e não contraiu a doença. “Além de vacinada, eu tenho obedecido a todos os regramentos sobre uso de máscara, higiene das mãos, distanciamento…”, disse.
Amariles destacou que, desde que a pandemia começou, tem se esforçado para se manter atualizada sobre as pesquisas referentes à Covid-19. “Eu passo os finais de semana e as noites em casa estudando, para estar atualizada e dar informações corretas, ajudar a tomar as medidas necessárias”, disse.
Com décadas de experiência em campanhas de vacinação no Piauí, a médica falou de sua indignação com as pessoas que têm resistência à vacinação contra Covid-19.
“Essas pessoas só podem ler as coisas pela metade. É só olhar para trás: se o mundo se viu livre da varíola, da poliomielite, se as crianças em Teresina já não morrem vítima de tétano ou difteria, é por causa das vacinas”, disse.
Fonte: g1














