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São Paulo dos modernistas: como era o Centro na época da Semana de 22 e como está 100 anos depois

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Em uma segunda-feira de verão de 1922, o Theatro Municipal de São Paulo viu seu palco e salões serem ocupados por obras de artistas como Anita Malfatti e Di Cavalcanti, sob o som do maestro Heitor Villa-Lobos e da voz do poeta Manuel Bandeira.

No entorno, integrantes da elite paulistana chegavam às escadarias do teatro – o público, maior do que o esperado, se espantou ao ser apresentado a um novo modelo de arte que visava substituir os valores estéticos importados da Europa pela valorização da cultura nacional.

Depois da Semana de Arte Moderna, que completa 100 anos neste domingo (13), nada mais foi o mesmo na arte brasileira – e o Centro de São Paulo, epicentro desse movimento artístico, teve papel relevante em muitas dessas transformações.

Theatro Municipal de São Paulo também viu seu entorno, o Centro da capital, sofrer drásticas mudanças entre 1922 e os tempos atuais. Se hoje roubos de celulares, trânsito intenso e aumento na população de rua são alguns dos problemas dos arredores do teatro, na década de 1920 a região vivia um boom econômico, que acompanhava o ainda recente processo de urbanização da cidade.

Os artistas que organizaram a Semana de 1922 participavam ativamente da cena cultural do Centro. A Praça Antônio Prado, onde hoje se ergue o Edifício Altino Arantes, também conhecido como Banespão, era ponto de encontro de intelectuais, que se cruzavam nos cafés e nas redações de jornais como o Estado de São Paulo e o Correio Paulistano.

Fonte: g1