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Empresa de limpeza acusa Prefeitura de Teresina de dívida milionária; gestão nega irregularidades

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Empresa de limpeza acusa Prefeitura de Teresina de dívida superior a R$ 50 milhões

A empresa Recicle, integrante do Consórcio EcoTeresina, acusou a Prefeitura de Teresina de acumular uma dívida que ultrapassa R$ 50 milhões com o consórcio responsável pela limpeza urbana da capital. A denúncia foi feita por meio de uma nota pública divulgada na terça-feira (10).

Segundo a empresa, os valores em aberto são referentes a faturas dos meses de dezembro de 2024 (R$ 19 milhões), de janeiro a abril de 2025 (R$ 12 milhões, com cortes considerados indevidos) e de maio de 2025 (R$ 19,7 milhões). A Recicle afirmou que há uma decisão judicial obrigando o pagamento integral das faturas com valores reduzidos, além de denunciar a retenção das notas fiscais de maio pela Eturb, mesmo após validação técnica.

Em resposta, a Prefeitura de Teresina declarou, ainda na segunda-feira (9), que não há pendências financeiras com o consórcio relativas ao exercício de 2025. A administração alegou que as faturas de dezembro de 2024 apresentadas em maio deste ano não têm atestos de execução, e que os valores exigidos não condizem com a realidade encontrada no início da atual gestão. O pagamento dos serviços prestados em maio está previsto até o dia 30 de junho, após análise técnica.

Retomada dos serviços e ameaça de greve

Na manhã desta quarta-feira (11), os serviços de coleta de lixo, varrição e capina foram retomados em todas as regiões de Teresina, após paralisação de 24 horas realizada na terça-feira (10). De acordo com o sindicato da categoria (Seeacep), os trabalhadores protestaram contra atrasos nos salários de maio, além da falta de pagamento do vale-alimentação e vale-transporte. Uma nova assembleia está marcada para quinta-feira (12), quando será discutida a possibilidade de greve.

Acusações e disputa contratual

A Recicle também rebateu acusações feitas pelo presidente da Eturb, Vicente Moreira Filho, sobre a existência de supostos “funcionários fantasmas” e faturas infladas. A empresa negou irregularidades e cobrou esclarecimentos sobre a movimentação da empresa Litucera — que já atuou na limpeza da capital — antes mesmo da conclusão do processo de licitação emergencial.

No último mês, a Prefeitura lançou edital para contratação emergencial de empresas por seis meses, com estimativa de gasto mensal de até R$ 20 milhões. O contrato atual com o Consórcio EcoTeresina venceu no dia 4 de junho, e a gestão optou por não renová-lo. Após idas e vindas judiciais, o presidente do Tribunal de Justiça do Piauí autorizou a continuidade da licitação emergencial, e o processo segue em andamento.

Enquanto isso, o consórcio Recicle/Aurora segue questionando a legalidade do procedimento na Justiça.