Teresina está entre as cinco cidades brasileiras selecionadas para integrar o Acelerador de Soluções para o Calor Urbano, iniciativa da WRI Brasil. O projeto escolhido para a capital, desenvolvido pela Agenda Teresina 2030, é o “Territórios de Resfriamento”, que será implantado na Zona Sudeste e prevê uma redução de até 5°C na temperatura local.
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O programa apoia iniciativas sustentáveis que enfrentam o calor extremo, priorizando a inclusão social e a proteção de grupos mais vulneráveis. Em Teresina, o foco será nas gestantes. A proposta é transformar praças e hortas urbanas em espaços mais frescos e sombreados.
A escolha do projeto se baseou em uma pesquisa inédita sobre os impactos do calor excessivo na saúde materna e no desenvolvimento dos bebês. O estudo, feito pela Agenda Teresina 2030 em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), revelou dados preocupantes:
88% das gestantes relataram sintomas físicos causados pelo calor; 93% sentiram mais cansaço e 57% dificuldade para respirar; 69% não frequentam praças por falta de segurança ou atratividade, embora 60% se desloquem a pé para consultas médicas; 87% não receberam orientações médicas sobre como lidar com o calor; 75% relacionaram infecções, como candidíase e urinária, às altas temperaturas; O calor ainda pode comprometer o fluxo sanguíneo fetal, aumentando o risco de parto prematuro e até de natimorto.
Além do projeto, a Agenda Teresina 2030 lançou em 2023 o Plano de Ação Climática, que traça um diagnóstico da capital frente à crise climática. O documento aponta:
crescimento das ilhas de calor nas áreas urbanas; a necessidade de integrar o tema climático a políticas de saúde, educação, urbanismo e economia; importância da participação popular e de especialistas na criação de soluções; estruturação em dois eixos principais: redução das emissões e enfrentamento dos impactos socioeconômicos das mudanças climáticas.
Segundo o coordenador da Agenda Teresina 2030, Leonardo Madeira, já estão em andamento iniciativas como o protocolo de calor para gestantes. Ele reforça, no entanto, que é urgente investir em mudanças urbanas que garantam conforto térmico e segurança para atividades cotidianas, como ir ao hospital, à escola ou ao mercado.
















