A indicação de Adalgisa vai além de uma decisão estratégica para a eleição, trazendo consigo um forte significado simbólico.
O nome de Adalgisa Moraes Souza, esposa do ex-governador Mão Santa (PP) e mãe da deputada Gracinha Mão Santa (PP), passou a ser considerado como alternativa para a vaga de vice na chapa encabeçada por Joel Rodrigues (PP) ao Governo do Estado. A movimentação, ainda concentrada nos bastidores, vem ganhando espaço entre lideranças da oposição.
Após o anúncio oficial de Joel como pré-candidato, no último dia 19 de março, a escolha do vice passou a ocupar papel estratégico nas articulações. o próprio pré-candidato descartou a possibilidade de Margarete Coelho compor a chapa nessa função, indicando que ela deve contribuir na elaboração do plano de governo. Outros nomes também foram ventilados, como o do vice-prefeito Jeová Alencar (Republicanos) e do secretário Ismael Silva (PP).
A possível indicação de Adalgisa vai além de uma decisão eleitoral e carrega um significado político importante. Em 1994, Mão Santa protagonizou uma das disputas mais emblemáticas da política piauiense ao vencer o então candidato Átila Lira, rompendo com forças tradicionais que dominavam o estado naquele período. Filiado ao PMDB à época, construiu uma campanha com forte apelo popular, baseada na gestão bem avaliada em Parnaíba e em um discurso próximo do eleitor.
A vitória no segundo turno, com 55,81% dos votos contra 44,19% do adversário, ficou marcada como um momento de mudança no cenário político estadual. Ao considerar o nome de Adalgisa, a oposição busca resgatar esse histórico de conexão com o eleitorado e a ideia de renovação fora dos centros tradicionais de poder, estratégia que já demonstrou força em eleições anteriores no estado.

















