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Brasil ocupa a 2ª posição e leva goleada da Escócia: como seria a classificação do Grupo C na Copa da Educação?

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Brasil fica atrás da Escócia em educação, mas supera Haiti e Marrocos no grupo da Copa do Mundo de 2026

Após estrear com um empate diante do Marrocos, a seleção brasileira ainda busca a primeira vitória na Copa do Mundo de 2026 para assumir a liderança do Grupo C e ficar mais perto da classificação para a próxima fase. Se a disputa fosse no campo da educação, porém, o cenário seria diferente.

Em diversos indicadores educacionais, o Brasil aparece atrás da Escócia, embora apresente resultados superiores aos de Marrocos e Haiti. Ainda assim, a diferença em relação ao primeiro colocado seria expressiva, tornando impossível decidir essa disputa apenas por uma pequena margem.

Para comparar os países do grupo, foram considerados critérios como qualidade de vida e escolaridade média, desempenho em matemática, taxa de alfabetização e investimentos em educação.

Qualidade de vida e anos de estudo

Imagem retirada do G1

Um dos principais indicadores utilizados é o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para medir a qualidade de vida da população com base em saúde, educação e renda.

A Escócia lidera com ampla vantagem, registrando IDH de 0,946. O Brasil aparece na segunda posição, com 0,786, seguido pelo Marrocos, com 0,710. O Haiti ocupa a última colocação, com 0,554.

Segundo Daniel Perry, diretor executivo do Sistema Anglo de Ensino, o baixo índice haitiano reflete graves dificuldades socioeconômicas, como menor escolaridade média, expectativa de vida reduzida e acesso limitado a oportunidades e serviços públicos.

A média de anos de estudo acompanha esse cenário. Enquanto a população do Reino Unido, do qual a Escócia faz parte, permanece cerca de 13,5 anos na escola, no Haiti esse período é de aproximadamente 5,4 anos.

Desempenho em matemática

Imagem retirada do G1

Outro critério analisado foi o desempenho em matemática a partir dos dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) de 2022.

No Brasil, 73% dos estudantes de 15 anos não atingiram o nível básico de proficiência, o que significa que sete em cada dez jovens apresentam dificuldades para resolver problemas matemáticos simples, como comparar distâncias ou converter moedas.

Apesar de ocupar a segunda posição nesse recorte, o desempenho brasileiro está mais próximo do Marrocos, onde 82% dos alunos não alcançaram o nível esperado, do que da Escócia, que registrou apenas 24%.

O Haiti não participa do Pisa, mas especialistas apontam que os desafios enfrentados pelo sistema educacional do país indicam um cenário ainda mais preocupante, marcado por pobreza, instabilidade política, infraestrutura precária e baixa capacidade de financiamento público.

Taxa de alfabetização

Imagem retirada do G1

Na alfabetização, o Brasil se aproxima mais da liderança. Dados do Banco Mundial apontam que 95% da população brasileira é alfabetizada. No Reino Unido, a taxa chega a cerca de 99%.

Os números evidenciam dois grupos distintos: Brasil e Escócia, ambos acima dos 95%, e Marrocos e Haiti, que registram índices próximos de 65%.

Para Perry, essa diferença demonstra estágios distintos de universalização da educação básica. Enquanto Brasil e Escócia conseguiram ampliar o acesso à alfabetização, Marrocos e Haiti ainda enfrentam dificuldades para garantir que toda a população domine a leitura e a escrita.

Investimentos em educação

Imagem retirada do G1

Quando o assunto é investimento, Marrocos lidera entre os países do grupo. Cerca de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) do país é destinado à educação, ligeiramente acima da Escócia, com 5,9%. O Brasil aparece logo atrás, com 5,6%.

Especialistas explicam que esse percentual é considerado adequado por muitos países para manter sistemas educacionais de grande escala, financiando escolas, professores, materiais didáticos, transporte e alimentação escolar.

No entanto, o mesmo percentual não representa a mesma capacidade de investimento. Como a economia escocesa é significativamente maior, o valor disponível por estudante é muito superior ao do Brasil e do Marrocos.

Já o Haiti investe apenas 1% do PIB em educação, o que evidencia as limitações econômicas do país e a dificuldade do Estado em sustentar a rede pública de ensino, fazendo com que muitas famílias dependam de escolas privadas, comunitárias ou apoiadas por organizações internacionais.