Presidente participará de cúpula da ASEAN e pretende ampliar a presença brasileira no mercado do Sudeste Asiático
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajará a Manila, capital das Filipinas, para fortalecer as relações diplomáticas e comerciais do Brasil com os países do Sudeste Asiático. A agenda inclui a participação na cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), marcada para 15 de novembro de 2026.

A visita ocorre em meio aos esforços do governo brasileiro para ampliar sua participação no bloco. Em janeiro deste ano, o Brasil formalizou um pedido para elevar seu nível de relacionamento com a organização, passando de parceiro de diálogo setorial para parceiro de diálogo, categoria que permite uma cooperação mais abrangente com os países integrantes.
Segundo a diplomacia brasileira, a mudança poderá aprofundar os vínculos políticos e econômicos já estabelecidos. Lula também deverá discursar na abertura do encontro, no qual participará como convidado pelo segundo ano consecutivo. Em 2025, o presidente esteve na cúpula realizada na Malásia.
Comércio com a Ásia ganha relevância
A aproximação com a ASEAN também está relacionada ao crescimento do intercâmbio comercial. Entre 2003 e 2025, o comércio brasileiro com os países do bloco passou de US$ 3 bilhões para aproximadamente US$ 38 bilhões, um aumento de dez vezes, de acordo com informações divulgadas pelo governo brasileiro.
O grupo reúne 11 países: Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura, Tailândia, Vietnã, Timor-Leste, Mianmar, Brunei, Camboja e Laos.
Durante a passagem pelas Filipinas, Lula pretende discutir oportunidades para ampliar as exportações brasileiras, especialmente de café, açaí, sucos e alimentos industrializados, como massas e biscoitos. Desde 2016, o comércio entre Brasil e Filipinas quadruplicou.
Agenda diplomática e cooperação bilateral
A programação prevê uma visita de Estado às Filipinas em 14 de novembro, um dia antes da cúpula da ASEAN. A ocasião também marca os 80 anos do estabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países.
Além da pauta comercial, os governos buscam ampliar a cooperação em áreas estratégicas, como agricultura, investimentos, defesa, ciência e tecnologia. Também há expectativa de reuniões bilaterais com representantes de outros países durante a passagem do presidente brasileiro pela região.
A iniciativa faz parte da estratégia brasileira de diversificar seus parceiros internacionais e ampliar o acesso dos produtos nacionais a mercados em expansão.
Fonte: informações da Agência Brasil, com base em dados do Ministério das Relações Exteriores.
Redacao: Portal Sambito














