
Navio atraca pela primeira vez no Terminal Portuário de Luís Correia e inicia operações de exportação no Piauí
Um navio de carga atracou, pela primeira vez, no Terminal de Uso Privado (TUP) de Luís Correia, no litoral do Piauí, nesta segunda-feira (29), marcando o início das operações de movimentação de cargas e das exportações pela estrutura portuária.
Ao g1, a Porto Piauí informou que ainda não há uma data definida para a primeira exportação de minério de ferro. De acordo com a administração do terminal, a operação passa por ajustes técnicos por ser inédita.
“Estamos finalizando essa primeira operação e avaliando se serão necessários ajustes. Como tudo está sendo realizado pela primeira vez, as etapas demandam mais tempo. A expectativa é que, após a consolidação do processo, as operações ocorram de forma mais ágil”, informou a empresa.
A embarcação Konta II participa da primeira operação de exportação de minério de ferro pelo litoral piauiense. Com capacidade para transportar aproximadamente 9 mil toneladas por viagem, o navio levará a carga até uma área de fundeio em alto-mar.
O navio acessou o canal de navegação por volta das 16h e concluiu a atracação cerca de uma hora depois. A operação contou com o apoio de empresas especializadas e acompanhamento da Marinha do Brasil.
Com essa etapa, o terminal passa a integrar a logística de exportação do estado por meio de um sistema de transbordo entre embarcações.
O primeiro produto a ser exportado será o minério de ferro, com destino à China. Após o carregamento, a carga será transportada até uma área de fundeio localizada a cerca de 37 quilômetros da costa, onde será transferida para um navio-pulmão, preparado para armazenar e movimentar grandes volumes de minério.
Na sequência, o material será embarcado em um navio de classe oceânica, com capacidade superior a 100 mil toneladas, responsável por realizar o transporte internacional até os mercados compradores.
Segundo a Porto Piauí, o sistema de transbordo entre embarcações permite antecipar o início das exportações sem a necessidade da conclusão de estruturas portuárias mais complexas. A expectativa é que, além do minério de ferro, a estrutura também seja utilizada para o escoamento de grãos e de outros produtos nos próximos anos.
















